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Irão – para antes e durante a viagem

Iran: Empire of the Mind, Michael Axworthy. Desde as profecias de Zaratustra até às centrais de enriquecimento de urânio de Ahmadinejad, o Irão é, neste livro, revisto como uma nação com um importante papel na história. Se a palavra “Irão” é no Ocidente associada a todo o tipo de ideias que remetem para algo bárbaro, este livro é uma leitura alternativa às folhas negativas dos jornais que nos antecipam uma guerra iminente, ou que apenas nos mostram um Irão de véu sobre a cabeça. Este livro é uma viagem, um “pre-boarding” para a mente.
Censoring an Iranian Love Story, Shahriar Mandanipour. Este não é um bom livro. Se é literatura que esperaríamos encontrar aqui, vamos ter de nos preparar para muitos clichés e preconceitos. No entanto, tenho o hábito de terminar tudo o que começo: uma idiossincrasia de quem se propõe a aventuras. É verdade que podemos aprender pouco com livros maus, e acima de tudo, perde-se tempo. Mas este livro é também uma ponte: para outros livros, para paisagens, memórias, ruas, nomes.

O Mocho Cego, Sadegh Hedayat. Elogiado por e Henry Miller e André Breton, O Mocho Cego é a obra-prima por excelência quando falamos de literatura persa moderna. Foi publicado pela primeira vez na Índia em 1937 e proibido no Irão durante o regimo de Reza Pahlavi. Só chegou ao país de Hedayat em 1941. No entanto, continua a ser visto como um livro “imoral” por extremistas islâmicos. Talvez seja mais prudente deixar este livro em casa.

O Jardim Florido, Saadi. Um dos clássicos que todos os jovens iranianos têm de saber de cor. Este vai ser incluído na bolsa de viagem dos documentos importantes.

“Human beings are members of a whole, In creation of one essence and soul. If one member is afflicted with pain, Other members uneasy will remain. If you have no sympathy for human pain, the name of human you cannot retain.”