Thomas Mann e a morte

A história “nem longa nem curta, apenas hermética” de Hans Castorp na montanha é a história sobre o sentimento da morte. Todos os dias são regulares. O Presente repete-se na eternidade de um só dia. O corpo  é um objecto frágil, como também é o livro. As mãos matam o livro a cada página virada e o corpo aproxima-se da morte, como o livro se aproxima do fim. Existe tédio nessa “permanência” do tempo. Cada página virada é ao mesmo tempo a unidade de todas as páginas viradas. O final é previsível, apesar de ambíguo. Sim, é uma contradição, mas pensem lá bem se não é assim.

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